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Ex-funcionário do BNDES diz que prestou serviço para a JBS por escolha ‘aleatória’

BRASÍLIA — O ex-chefe do Departamento de Mercado de Capitais do José Cláudio Rego Aranha afirmou que foi escolhido de forma "aleatória" por um banco para prestar serviços para a depois de ter deixado o BNDES. Aranha recebeu R$ 230 mil da empresa. O pagamento seria fruto de seu trabalho em um comitê independente que analisou a fusão da JBS com a Bertin.

— O fato de eu ter sido escolhido(para o comitê) foi aleatório — afirmou Aranha, em depoimento à CPI da JBS. .

O ex-funcionário destacou que se aposentou do banco em junho de 2008 e o trabalho sobre a fusão foi feito em dezembro de 2009. Ele afirmou que após deixar o BNDES teria encontrado Joesley por uma ou duas vezes e em eventos públicos.

Ele disse ter participado de um processo de seleção feito por um banco internacional e que o comitê foi montado por exigência da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). O executivo destacou que o contrato foi apreendido pela Polícia Federal em uma busca a sua residência e que o valor recebido consta da sua declaração de Imposto de Renda.

— Meu contrato foi com o banco, embora quem assumiu a responsabilidade de pagamento foi a JBS — disse.

Enquanto estava no BNDES, ele representou a instituição no conselho da JBS durante um ano. Aranha explicou ter participado por telefone de uma reunião da empresa quando estava em missão pelo BNDES na Alemanha em março de 2008. Ele diz que não havia conflito de interesses pelo fato de participar do conselho da empresa ao mesmo tempo que emitia pareceres técnicas sobre operações requeridas pela companhia.

— Não existe conflito entre um conselheiro que está lá na pessoa física com um chefe de departamento que dentro do processo elaboração de relatórios não tinha poder de decisão — afirmou, ressaltando que a prática ocorre em vários países.

O ex-funcionário do BNDES defendeu as operações feitas com a empresa durante o período no qual atuou no banco e disse nunca ter visto qualquer irregularidade na instituição.

— Em nenhum momento no banco eu vi qualquer ato ilegal — afirmou.

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