SÃO PAULO - A Secretaria estadual de Saúde de confirmou duas na região Metropolitana e um caso de internação no , na capital paulista. As três pessoas teriam contraído a doença durante as festas de fim de ano, em Mairiporã, a 45 quilômetros de São Paulo. Essas são as primeiras mortes por febre amarela registradas na Grande São Paulo desde que começou a série de , a partir de outubro do ano passado. A pasta também investiga outros três casos suspeitos, um deles com a morte da vítima por hepatite.
Marcos Boulos, coordenador do Controle de Doenças, disse que as vítimas viajaram para Mairiporã no final de 2017 e acabaram contraindo febre amarela.
— A população da cidade está vacinada. Quem é de fora e viaja para essa região precisa tomar a vacina — afirmou.
Desde outubro a cidade tem uma campanha intensa de vacinação. Mais de 30 macacos foram encontrados mortos na região por causa da febre amarela. A população local também cobra providências em defesa dos primatas.
— É muito importante que as pessoas tomem a vacina — destaca Boulos, que também recomenda o uso de repelente para evitar a picada do mosquito que transmite o vírus.
O macaco não transmite a doença para humanos, apesar de ser um hospedeiro do vírus — os transmissores são as espécies de mosquitos silvestres e . A morte do animal, porém, serve de alerta para autoridades da saúde de que o vírus está circulando na região.
Em outubro, a cidade de São Paulo começou a fechar parques estaduais e municipais — — para prevenir a febre amarela. Também foram criadas campanhas de vacinação na Zona Norte, Guarulhos e na região de Itapecerica da Serra, onde também houve registro de mortes de macacos.
Segundo boletim epidemiológico da Secretaria de Saúde do Estado divulgado nesta terça-feira, no período de janeiro até a segunda quinzena de dezembro, foram registrados tivemos 151 casos suspeitos de febre amarela, sendo confirmados 53 casos (35,1%). Entre esses, 24 eram autóctones (vírus contraído na região onde a pessoa vive) e 29 importados, ou seja, contraídos fora do município onde a vítima mora.

