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Jovem morta após oferecer carona entre SP e MG foi assassinada por foragido da Justiça

SÃO PAULO - As polícias de Minas Gerais e São Paulo prenderam três homens suspeitos de envolvimento na morte da jovem Kelly Cristina Cadamuro, de 22 anos, cujo corpo foi encontrado em uma área rural entre as cidades de Frutal e Itapagibe (MG). Kelly, que era radiologista, foi morta após oferecer carona combinada pelo aplicativo WhatsApp. Um dos detidos, Jonathan Pereira do Prado, que confessou ter assassinado a vítima, estava foragido desde março da Penitenciária de São José do Rio Preto (SP), após ter sido beneficiado por uma saída temporária. Ele tinha passagens por furto, roubo, estelionato, extorsão, ameaça, lesão corporal, apropriação e uso de moeda falsa.

A investigação considera a hipótese de crime premeditado e não descarta violência sexual, já que o corpo de Kelly foi achado pela polícia vestindo apenas uma blusa, enquanto a calça que ela usava quando desapareceu na quarta-feira foi encontrada a 3 quilômetros de distância.

A polícia encontrou o carro da jovem abandonado e sem as quatro rodas, o rádio e o estepe em uma estrada rural entre São José do Rio Preto e Mirassol, em São Paulo.

Os outros dois detidos foram presos com pertences da jovem, entre eles pneus do carro e o celular da vítima, que compraram de Prado. O empresário Vander Luis Cunha, de 34 anos, foi preso em Rio Preto e levado para a carceragem da delegacia da cidade.

Em nota, a Secretaria de Segurança de São Paulo informou que Cunha "foi preso em flagrante após ser localizado com os pertences da vítima" e que "os outros dois suspeitos foram levados para a Delegacia de Frutal, em Minas Gerais".

Por telefone, um investigador da delegacia de Frutal, que se identificou apenas como Adriano, disse ao GLOBO que o terceiro suspeito se chama Daniel e foi quem comprou o telefone de Kelly.

A vítima estava desaparecida desde a tarde desta quarta-feira quando programou uma viagem por um grupo de WhatsApp. Kelly saiu de Guapiaçu (SP), onde morava, para uma viagem até Itapagipe (MG), onde passaria o feriado com familiares. Segundo parentes contaram à polícia, ela participa de um grupo de carona compartilhada e tinha combinado de levar um casal para a cidade mineira. Quando chegou a hora da viagem, a mulher desistiu e só o homem, que ela não conhecia, manteve o pedido.

O último contato que Kelly fez com a família foi quando parou para abastecer o veículo em um posto de combustíveis na BR-153. Depois disso, a família diz que perdeu o contato com ela.

O corpo de Kelly foi enterrado nesta sexta-feira, em Guapiaçu, onde a jovem morava com a família.

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