BRASÍLIA - Na decisão em que ampliou bloqueio de bens de dirigentes da JBS, o juiz federal da 10ª Vara do Distrito Federal, Ricardo Leite, afirma que a ampliação do bloqueio é necessária para garantir a reparação dos prejuízos causados ao erário pelo grupo.
O magistrado diz ainda que o novo bloqueio, que atinge familiares dos irmãos Batista busca evitar com que "o patrimônio confiscado seja insuficiente para reparar de modo satisfatório a lesão causadas pelas condutas delituosas ao erário".
A decisão foi assinada em 26 de setembro e veio a público nesta sexta .
Nela, Leite cita que a mídia nacional noticiou que o acordo de colaboração dos donos da JBS, Joesley e Wesley Batista, foi rescindido, "situação que autoriza a continuidade das investigações".
Ele concorda com a manifestação da Polícia Federal e da Procuradoria que pediram a extensão do bloqueios.
Entre os afetados está o irmão de Josley e Wesley, José Batista Júnior, apontado como o responsável pela internacionalização da JBS e nomeado para assumir interinamente a companhia em 2016, após o afastamento de Joesley e Wesley na operação Greendfield.
O advogados dos irmãos Batista, Ticiano Figueiredo, afirmou que entrará com uma petição no Tribunal Regional Federal para suspender o bloqueio.
"Entraremos com a petição para fazer valer a liminar anterior que deferiu a liberação dos bens. A decisão do juiz Ricardo Leite descumpre o que foi anteriormente decidido pelo desembargador. Vamos pedir ainda que se examine o fato do bloqueio ter como base "notícia da mídia nacional " partindo da falsa premissa de que os acordo de colaboração de Joesley e Wesley estavam rescindidos".
O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, abriu prazo para a defesa da JBS se manifestar sobre o pedido da PGR de revisão das delações premiadas dos donos e executivos da JBS. Esse prazo ainda está em vigor.

