Até quando vamos normalizar a violência de gênero na política?
— Tabata Amaral (@tabataamaralsp) July 2, 2025
Mais uma vez, a ministra @MarinaSilva foi desrespeitada no Congresso, agora pelo deputado Evair Vieira de Melo.
Já é o terceiro ataque feito por parlamentares contra Marina só nesse ano. E nenhum deles foi punido.… pic.twitter.com/LaTpHW3Cp3
A ministra do Meio Ambiente e Mudanças Climáticas, Marina Silva, foi novamente alvo de intensos ataques durante audiência na Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados, nesta quarta-feira (2). Ela prestava esclarecimentos sobre queimadas e desmatamento quando foi duramente criticada por parlamentares.
O deputado Evair Vieira de Melo (PP-ES) chamou a ministra de "adestrada" e "mal-educada", alegando que ela "nunca trabalhou, nunca produziu" e que seu discurso estaria alinhado com "ONGs internacionais". Evair reiterou o termo "adestrada", já utilizado por ele em outras ocasiões.
Em resposta aos ataques, Marina Silva afirmou estar "em paz" e que aprendeu que é "melhor receber injustiça" do que "praticá-la". Ela destacou que não aceitaria ser chamada de adestrada e que esperava um comportamento diferente dos deputados após incidentes anteriores. A ministra já havia abandonado uma audiência no Senado em maio, após ser alvo de declarações consideradas machistas.
Outros parlamentares também criticaram a gestão da ministra. Zé Trovão (PL-SC) a classificou como "vergonha como ministra", enquanto Capitão Alberto Neto (PL-AM) sugeriu sua demissão. O presidente da comissão, Rodolfo Nogueira (PL-MS), afirmou que Marina protagoniza um dos capítulos "mais desastrosos da política ambiental brasileira", citando um aumento de 482% no desmatamento da Amazônia sob sua gestão.

