A Justiça do Rio de Janeiro decretou ontem a prisão temporária de Karla Vasconcelos de Almeida, 41, acusada de atropelar e matar um jovem de 24 anos na última sexta-feira (25) ao fugir de uma blitz da Lei Seca pela contramão. O caso ocorreu na Estrada do Catonho, em Sulacap, na zona oeste do Rio de Janeiro.
Segundo o UOL, Jonathan Lima da Silva estava em uma moto quando foi atingido pelo carro da mulher que deixou o local sem prestar socorro. Ele chegou a ser socorrido ao Hospital Municipal Lourenço Jorge, na zona oeste, mas não resistiu.
A motorista foi abordada metros a frente do local do acidente por outros motociclistas que presenciaram o fato e a entregaram para os agentes da Lei Seca.
Karla foi levada para a Delegacia de Campo Grande, que atua como central de flagrante na madrugada. No local, foi constatado embriaguez e os agentes da Lei Seca informaram em depoimento que ela foi contida por populares e impedida de fugir. A motorista foi indiciada por homicídio culposo (sem intenção de matar) e liberada após o pagamento de fiança de R$ 1 mil.
Posteriormente, o caso foi encaminhado para a delegacia da região (33ªDP-Realengo), em que recebeu nova interpretação. O delegado Reginaldo Guilherme indiciou a mulher por homicídio culposo, com dolo eventual - que ocorre quando há intenção de matar. Para isso, ele levou em consideração que a mulher dirigia sob efeito de álcool, em alta velocidade e na contramão.
"Ela assumiu inúmeros riscos. Estava embriagada, na contramão em uma via de grande fluxo, e ainda atropelou o rapaz. São várias testemunhas no caso. A prisão é necessária e é uma questão de bom senso", disse Reginaldo.
A prisão temporária, que tem o prazo de 30 dias, foi solicitada e atendida pelo Plantão Judiciário. Ontem mesmo, equipes da Polícia Civil estiveram nas ruas à procura da mulher. Ela não foi encontrada em um nenhum dos seus endereços e por isso já é considerada foragida.
Marido é policial militar
A Polícia Civil também investiga se o marido de Karla, um sargento da PM, estaria no carro no momento do acidente, já que testemunhas relataram que a motorista estava acompanhada na noite do acidente. Durante as buscas realizadas, o policial também não foi encontrado.
Procurada, a PM ainda não se manifestou sobre o caso. Não há informações se o sargento apareceu para trabalhar.

