A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, em decisão publicada em 21 de setembro de 2026, a apreensão de lotes falsificados do medicamento Phesgo, usado no tratamento do câncer de mama, e de três lotes do Dysport, toxina botulínica tipo A. O lote falsificado do Phesgo identificado é o B5011B05, fabricado pela Roche, que constatou características diferentes do produto original.
No caso do Dysport, fabricado pela Beaufour Ipsen, a empresa não reconheceu como legítimos os lotes P08191, P08192 e P22368, com validades entre fevereiro e maio de 2029. A Anvisa proibiu o armazenamento, a comercialização, a importação, a exportação e o uso dos produtos identificados como falsificados em todo o território nacional.
Segundo a agência, pacientes que utilizam o Phesgo podem receber tratamento ineficaz contra o câncer ou substâncias de composição desconhecida, enquanto o uso do Dysport falsificado expõe consumidores a injeções estéticas ou terapêuticas sem controle sanitário. A Anvisa orienta pacientes e profissionais de saúde a conferir o número de lote das embalagens antes da aplicação e a não utilizar produtos suspeitos.
A agência também suspendeu a publicidade de medicamentos manipulados por dois estabelecimentos citados na decisão, a Queen Pharma Aesthetic e a Farmácia Malheiro, e pediu que suspeitas de falsificação sejam denunciadas às autoridades sanitárias. Consumidores devem buscar informações e notificar irregularidades pelos canais oficiais da Anvisa ou da vigilância sanitária local.
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