O dólar comercial fechou a quarta-feira (23) cotado a R$ 5,1414 na venda, alta de 0,49% frente aos R$ 5,1161 do pregão de terça-feira (22), segundo a taxa de câmbio PTAX divulgada pelo Banco Central do Brasil. A moeda havia recuado nos dois pregões anteriores após tocar R$ 5,1696 em 14 de setembro, o valor mais alto do mês até agora.
Nas últimas duas semanas, a cotação oscilou entre R$ 5,0918, em 11 de setembro, e o pico de 14 de setembro, um intervalo de cerca de 1,5% que reflete a cautela do mercado com o cenário fiscal e com a política de juros nos Estados Unidos.
Na prática, um dólar mais caro encarece diretamente os produtos que o Brasil importa, do diesel e da gasolina, cujo preço interno segue parcialmente atrelado às cotações internacionais em dólar, a equipamentos, insumos industriais e viagens ao exterior. Empresas que têm dívidas ou compromissos em moeda estrangeira também sentem o efeito imediato no custo em reais dessas obrigações.
Por outro lado, a alta da moeda americana favorece exportadores brasileiros, que recebem mais reais por cada dólar vendido no exterior, e pode dar fôlego a setores como o agronegócio e a indústria voltada ao mercado externo. O Banco Central publica a taxa PTAX diariamente, com base nas operações de câmbio realizadas ao longo do dia.
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