O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reduziu a taxa Selic para 14% ao ano na reunião de 5 de agosto de 2026, um corte de 0,25 ponto percentual em relação ao patamar anterior, de 14,25%. Foi a quarta redução consecutiva desde o início do atual ciclo de flexibilização monetária, iniciado em março de 2026.
Segundo o Banco Central, a decisão foi unânime e a magnitude total do ciclo de ajuste dependerá de novas informações sobre a convergência da inflação à meta. A Selic é o principal instrumento usado pela autoridade monetária para conter os preços e influencia diretamente o custo do crédito no país.
Na prática, o corte tende a reduzir aos poucos o custo de financiamentos e empréstimos atrelados a taxas variáveis, como parte dos financiamentos imobiliários indexados ao CDI, mas o efeito é limitado sobre contratos prefixados e sobre o rotativo do cartão de crédito, cujas taxas médias seguem acima de 400% ao ano. Aplicações em renda fixa, como o Tesouro Selic, continuam a render próximo de 14% ao ano.
A próxima reunião do Copom deve voltar a avaliar o ritmo de cortes com base nos dados de inflação, que acumula 4,44% em 12 meses até julho, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).



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