Início Cura pela Natureza Crajiru: a folha da Amazônia usada para cicatrizar feridas que a ciência começa a testar, mas ainda sem dose seguro definida
Cura pela Natureza

Crajiru: a folha da Amazônia usada para cicatrizar feridas que a ciência começa a testar, mas ainda sem dose seguro definida

Crajiru: a folha da Amazônia usada para cicatrizar feridas que a ciência começa a testar, mas ainda sem dose seguro definida
Folhas de plantas amazônicas são usadas há gerações por comunidades ribeirinhas e indígenas com fins medicinais. Foto: Malcoln Oliveira/Pexels

O crajiru, também chamado de pariri ou carajuru em algumas regiões da Amazônia, é uma trepadeira nativa cujas folhas são usadas há gerações por comunidades ribeirinhas e indígenas. Na medicina popular, o chá e o macerado das folhas são aplicados sobre a pele para ajudar a cicatrizar feridas, aliviar inflamações e tratar irritações na boca, além de servirem tradicionalmente como corante natural para tingir tecidos e até a própria pele em rituais.

Pesquisas em laboratório e em modelos animais já encontraram uma explicação para parte desse uso tradicional. As folhas do crajiru concentram um pigmento chamado 3-desoxiantocianidina, associado a ações cicatrizante, anti-inflamatória e antimicrobiana observadas em testes com feridas e lesões na pele e na mucosa bucal. Estudos também apontam potencial efeito protetor para o fígado e atividade contra fungos, além de resultados preliminares, ainda em fase inicial, sobre possível ação contra células cancerígenas em experimentos de laboratório.

Apesar desses achados, a maior parte da pesquisa sobre o crajiru ainda está restrita a testes de bancada e a animais, sem estudos amplos que comprovem eficácia e segurança em pessoas. Não existe uma dose considerada segura e padronizada para consumo, e parte da literatura científica já registrou possíveis efeitos tóxicos e elevação da pressão arterial quando a planta é usada de forma inadequada ou em quantidade excessiva, especialmente por via interna.

Por isso, o uso do crajiru não deve substituir avaliação médica, principalmente em feridas profundas, infeccionadas ou que não cicatrizam. Grávidas, crianças, pessoas com pressão alta e quem faz uso de outros medicamentos devem redobrar a cautela e evitar a automedicação com a planta. Antes de incorporar qualquer erva medicinal amazônica à rotina de cuidados com a saúde, o mais seguro é consultar um profissional de saúde.

Siga-nos no

Google News

Receba o Boletim do Dia direto no seu e-mail, todo dia.

Comentários (0)

Deixe seu comentário

Resolva a operação matemática acima
Seja o primeiro a comentar!