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Na reunião do Mercosul, Temer defende volta da democracia na Venezuela

BRASÍLIA - Na abertura da 51ª Cúpula do Mercosul, realizado no Palácio do Itamaraty, em Brasília, na manhã desta quinta-feira, o presidente comemorou os avanços do bloco econômico em 2017. Temer enfatizou que no período em que o Brasil presidiu o , várias medidas foram realizadas para resgatar a vocação original do bloco para o livre comércio, os direitos humanos e a democracia.

Neste último caso, fez referência à suspensão da Venezuela, aprovado pelos chanceleres do Mercosul em agosto deste ano sob alegação de ruptura da ordem democrática, com base em cláusula prevista no Protocolo de Ushuaia.

À época, os integrantes do Mercosul informaram que a suspensão foi aplicada "em função das ações do governo Nicolás Maduro e é um chamado para o imediato início de um processo de transição política e restauração da ordem democrática".

— Estamos e continuaremos ao lado dos direitos humanos — destacou, ao ressaltar que, a partir do momento em que os problemas como governo do presidente Nicolás Maduro estiverem cessado, a Venezuela volte ao bloco.

— Queremos que a nação venezuelana, de volta à democracia, volte também ao Mercosul.

O presidente destacou ainda que o Mercosul vai terminar o ano de 2017 "revigorado".

— A hora é de especial convergência de propósitos. Ao longo de 2017 foram várias as medidas para resgatar a vocação original do bloco.

Temer chamou a atenção para as questões ligadas à área regulatória. De acordo com o presidente, "o mundo de hoje requer celeridade na elaboração e revisão de regulamentos técnicos". Para Temer, foi necessário que o bloco econômico enxergasse alternativas concretas para solucionar questões que travam as barreiras comerciais.

— Mudanças de prioridades. Passamos da fase que criavam empecilhos ao comércio para a fase em que atuamos para quebrar barreiras — ponderou.

O peemedebista também ressaltou que a segurança cibernética é uma demanda que necessita de bastante atenção dos membros do Mercosul. Michel Temer propôs um debate inicial para identificar medidas já adotadas pelos países do bloco. O presidente avaliou que a atuação das últimas presidências do Mercosul está "cada vez mais forte".

— Levamos adiante um amplo esforço de modernização das nossas economias. Criamos uma agenda de trabalho muito bem definida, que busca atender o anseio de nossas sociedades por bem estar, emprego e renda.

Depois das manifestações dos presidentes, os chanceleres seguiram para um almoço junto ao presidente do Brasil.

Participam do encontro os presidentes da Argentina, Mauricio Macri, do Uruguai, Tabaré Vázques e da Bolívia, Evo Morales. Na cerimônia, Temer passou a presidência pro tempore do Mercosul ao presidente do Paraguai, Horacio Cartes.

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