BRASÍLIA - O ministro da Fazenda, , reconheceu nesta sexta-feira em entrevista à Rádio Gaúcha que, a despeito da melhora nos indicadores da economia, a percepção dessa retomada pela sociedade ainda não está disseminada. Segundo ele, o brasileiro ainda está impactado pela dimensão da crise vivida nos últimos anos.
— Essa sensação de que as coisas estão melhorando ainda não é generalizada na economia. Porque nós enfrentamos a maios recessão da nossa história. (...) Não há dúvidas de que o brasileiro ainda sente o efeito disso. Nossa expectativa é que, com crescimento do emprego e da economia, teremos essa sensação começando a predominar nos próximos meses.
Meirelles ainda afirmou que um fatiamento da reforma da Previdência não resolve o problema e obrigaria o governo a discutir em um futuro próximo outras medidas complementares.
— (Fatiar a reforma) É um ganho no sentido fiscal, mas certamente cria a necessidade de ser complementada por outras medidas que já estão no projeto e que, não sendo aprovadas agora, deverão ser discutidas em um futuro próximo.
Questionado sobre a alta no preço da gasolina, o ministro reiterou que esses valores oscilam de acordo com o mercado internacional do petróleo e que o governo não tem controle sobre isso. Ele ainda lembrou que o governo brasileiro já tentou controlar artificialmente o preço da gasolina e “quase quebrou a Petrobras”. Ele ressaltou que uma queda em outros preços importantes para o brasileiro, como na alimentação, têm contribuído para derrubar a inflação.

