RIO - Uma das maiores refinarias da Petrobras, a Refinaria de Paulínia (Replan), em São Paulo, está com suas operações paralisadas, desde a tarde de quarta-feira, após uma falha operacional provocar a liberação de uma espessa coluna de fumaça e obrigar a empresa a interromper os trabalhos de todas as unidades de produção. Apesar do incidente, não há registro de trabalhadores feridos. A empresa tocou o alarme de evacuação das unidades e os trabalhadores se deslocaram para o ponto de encontro.
A Replan tem capacidade para processar 415 mil barris diários de petróleo, ou 20% de todo o refino nacional. A maior parte do produto utilizado é basicamente da bacia de Campos.
O Sindicato Unificado dos Petroleiros de São Paulo (Sindipetro SP) informou que esta foi a terceira parada operacional de emergência registrada nos últimos 30 dias. Ainda segundo o sindicato, a falta de ar comprimido gerou uma perda de referencial e o não fechamento das válvulas controladoras provocaram o lançamento de todo o volume de gás e óleo pulverizados pela chaminé da caldeira, causando a nuvem escura e gigante que foi observada.
“Essa nuvem é muito perigosa e caso encontre uma fonte de ignição poderia provocar explosão”, afirmou o coordenador da Regional Campinas do Unificado, Gustavo Marsaioli.
Ainda segundo o sindicato, a situação só foi controlada duas horas e meia mais tarde. Os trabalhadores do setor administrativo foram liberados para voltar aos seus postos, mas a área operacional continuou esvaziada. O Sindipetro-SP marcou, para esta sexta-feira, uma assembleia para discutir o acidente.

