O Sistema de Seleção Unificada, principal caminho de acesso às universidades públicas do país, deve ganhar um fôlego considerável na próxima temporada de inscrições. A rede federal confirmou a abertura de 11.354 novas vagas de graduação, distribuídas em 244 cursos de 65 universidades federais, com início das turmas previsto para 2027. A expansão também prevê a criação de 1.835 postos para docentes.
A oferta prioriza áreas ligadas às ciências exatas e à tecnologia, com destaque para engenharias, ciência de dados, inteligência artificial e segurança cibernética. Também entram no pacote graduações na área da saúde e licenciaturas voltadas à educação especial, à educação bilíngue de surdos e à formação intercultural. A iniciativa integra um programa de reestruturação da rede federal que projeta, ao todo, a criação de 614 novos cursos de graduação.
Praticamente todas as instituições envolvidas utilizam a nota do Exame Nacional do Ensino Médio para preencher essas vagas, o que faz do sistema unificado o principal instrumento de disputa. Não existe, porém, um calendário único de matrícula para os cursos recém-criados: parte deles ainda depende de credenciamento, e os prazos podem variar de instituição para instituição, o que exige do candidato acompanhar os editais publicados por cada universidade.
Para quem pretende concorrer, o cronograma imediato passa pelo exame nacional, aplicado em 8 e 15 de novembro deste ano, com resultados liberados no início de 2027. As inscrições no sistema unificado costumam ser abertas em janeiro, logo após a divulgação das notas, e são feitas gratuitamente pelo portal do Ministério da Educação, onde o estudante pode escolher até duas opções de curso e concorrer pela ampla concorrência ou pelas modalidades de cotas.



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