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Hissa Abrahão

Omar pode ser governador mais rápido do que se imagina

Hissa Abrahão
Por Hissa Abrahão
07/04/2026 18h43 — em Hissa Abrahão

Omar pode ser governador mais rápido do que se imagina com o novo cenário da política amazonense

A política não admite espaços vazios por muito tempo. Quando o poder vacila, alguém ocupa. Quando o tabuleiro se move de forma brusca, os personagens de ocasião desaparecem e os nomes de envergadura emergem. É exatamente isso que está acontecendo agora no Amazonas. As renúncias de Wilson Lima e Tadeu de Souza não abriram apenas uma crise de sucessão. Abriram uma avenida política. E, no centro dessa avenida, está Omar Aziz.

Não se trata de um nome qualquer. Omar não é improviso. Não é modismo. Não é candidatura de laboratório. É trajetória. É experiência. É memória política. É presença real no interior e peso concreto na capital. Num estado em que a política exige articulação refinada, capacidade de comando e autoridade pessoal, Omar se consolidou ao longo dos anos como uma liderança de densidade rara. E, em momentos excepcionais, são justamente essas lideranças que o sistema procura.

O atual cenário o favorece de maneira quase natural. A eleição indireta, feita no âmbito da Assembleia, não premia o discurso vazio, o marketing oco ou a euforia e ganância financeira. Premia confiança. Premia previsibilidade. Premia quem tem relação construída. Premia quem, ao longo do tempo, soube cultivar pontes, preservar compromissos e consolidar respeito. Em outras palavras: premia exatamente o tipo de capital político que Omar acumulou.

É por isso que cresce nos bastidores, e já não de forma discreta, o movimento de deputados que defendem a antecipação de sua entrada na disputa. Não por capricho. Não por voluntarismo. Mas porque, diante da excepcionalidade do momento, muitos enxergam nele não apenas um candidato competitivo, mas a opção mais sólida para reorganizar o Estado e oferecer rumo político imediato. Omar não está sendo lembrado por acaso. Está sendo chamado porque tem lastro.

E lastro, na política, não se improvisa. Constrói-se. Omar construiu o seu com o tempo, com mandato, com enfrentamentos, com vitórias, com capacidade de sobreviver aos ciclos, de manter influência e de dialogar com diferentes campos sem dissolver sua autoridade. Poucos conseguem isso. Muitos se tornam reféns da própria bolha, do próprio grupo ou do próprio ego. Omar não. Omar se tornou maior que a circunstância, porque soube fazer da circunstância um instrumento de afirmação política.

No interior do Amazonas, onde a política é menos performática e mais relacional, seu nome carrega força autêntica. Nos municípios, ele é conhecido, ouvido e respeitado. E isso pesa muito mais do que análises apressadas feitas da capital. Quem conhece o Amazonas profundo sabe que não há projeto de governo viável sem musculatura no interior. E Omar tem isso de sobra. Tem presença, capilaridade e influência em praticamente todo o mapa político do estado.

Em Manaus, o cenário também lhe é favorável. Mesmo num ambiente mais fragmentado, mais tensionado e mais competitivo, Omar segue como nome de estatura eleitoral, capaz de entrar numa disputa majoritária com densidade e reais possibilidades de vitória. Não é um candidato periférico. Não é uma hipótese remota. É um protagonista efetivo, daqueles que alteram o comportamento dos aliados e impõem cautela aos adversários.

E há um ponto que seus adversários sabem, ainda que evitem admitir: Omar não assusta apenas porque é forte. Assusta porque é completo. Tem voto, tem articulação, tem experiência, tem palavra, tem trânsito, tem capacidade de composição e, sobretudo, tem autoridade política. Não é apenas um nome lembrado. É um nome temido. Porque, quando entra em campo, não entra para compor paisagem. Entra para disputar poder de verdade.

O momento atual, aliás, expõe isso com nitidez. Enquanto alguns tentam se ajustar ao novo cenário, Omar já aparece como síntese. Enquanto outros ainda precisam explicar por que poderiam governar, ele já carrega em si a lembrança concreta de quem sabe exercer comando. Enquanto certas lideranças dependem de padrinhos, circunstâncias ou acasos, Omar se sustenta pela própria biografia política. E biografia, quando é forte, fala antes mesmo da campanha começar.

Há uma diferença brutal entre estar no jogo e ser o jogo. Muitos estão no jogo. Omar, hoje, é o centro dele. Porque o Amazonas vive uma transição delicada, e transições delicadas não combinam com aventureiros, vaidosos ou improvisados. Combinam com quem já provou que sabe costurar, liderar, decidir e sustentar governabilidade. É isso que boa parte da classe política enxerga. E é por isso que seu nome cresce como alternativa não apenas para outubro, mas para agora.

Se há hoje um ambiente de confiança ao seu redor, se há deputados defendendo sua entrada imediata, se há convergência se formando em torno do seu nome, isso não pode ser tratado como detalhe. Isso é sinal político de primeira grandeza.

Omar reúne aquilo que o momento exige: liderança, equilíbrio, firmeza e capacidade de unir sem se apequenar. É uma figura que consegue conversar com campos distintos, sem perder identidade. Consegue atrair apoio sem parecer artificial. Consegue construir sem se submeter. E essa combinação é própria de quem amadureceu na política sem se tornar refém dela.

No fundo, o novo cenário amazonense está apenas revelando uma verdade que já vinha se formando: Omar Aziz não é apenas um nome forte para o futuro. É uma resposta concreta para o presente. Seu favoritismo, que já existia no horizonte eleitoral, pode agora se converter em protagonismo imediato. E isso explica o movimento crescente ao seu redor, a inquietação dos bastidores e a percepção cada vez mais clara de que o Amazonas pode vê-lo retornar ao comando do Estado antes do que muitos imaginavam.

A política tem dessas coisas: às vezes, ela acelera. E, quando acelera, não espera os indecisos. Procura os preparados. Omar está entre eles. Talvez seja, hoje, o mais preparado de todos.

Hissa Abrahão

Hissa Abrahão

Hissa Abrahão é economista, professor universitário, mestre, doutorando, ex-deputado federal e vice-prefeito de Manaus.

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