À medida que o calendário de julho avança, diminuem os espaços para especulações e aumentam as expectativas em torno das convenções partidárias.
É a partir delas que as pré-candidaturas cedem lugar às candidaturas oficiais e que o debate eleitoral passa a exigir menos articulações políticas e mais compromissos concretos com o futuro do Amazonas.
As eleições de 2026 criarão novos desafios. Caberá aos candidatos demonstrar como pretendem enfrentá-los, conciliando desenvolvimento econômico, proteção ambiental, fortalecimento institucional e melhoria da qualidade de vida da população em um Estado marcado por características únicas e problemas igualmente complexos.
A oficialização das candidaturas deverá inaugurar uma nova etapa da disputa. Até aqui, a atenção esteve voltada para pesquisas, alianças, federações e articulações partidárias.
A partir das convenções, espera-se que o debate migre da formação das chapas para a apresentação de propostas e soluções para os principais desafios do Estado.
Essa agenda, aliás, já começou a ser definida pela própria realidade amazonense.
Nos últimos meses, temas como desenvolvimento sustentável, mudanças climáticas, infraestrutura, segurança pública, regularização fundiária, licenciamento ambiental e capacidade de execução das políticas públicas ocuparam o centro das discussões e evidenciaram questões que continuarão presentes independentemente do resultado das urnas.
Coluna do Holanda
Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.



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