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Golpe do aluguel de temporada pede Pix antes da viagem e ameaça quem contesta o pagamento

Golpe do aluguel de temporada pede Pix antes da viagem e ameaça quem contesta o pagamento
Golpistas usam grupos de redes sociais e o WhatsApp para anunciar imóveis de temporada que não existem. Foto: Mikhail Nilov / Pexels

Com a proximidade das festas de fim de ano, golpistas têm usado anúncios falsos de aluguel de temporada para aplicar um esquema que combina engenharia social e Pix. O contato normalmente começa em grupos de redes sociais dedicados a locação de imóveis para viagem: o golpista se apresenta como proprietário de um ou mais imóveis, envia fotos do local e migra a conversa para o WhatsApp, onde negocia valor e datas de hospedagem com naturalidade.

Para dar aparência de contrato formal, o criminoso pede documentos da vítima — RG, CPF e comprovante de residência —, como se fosse elaborar um contrato de locação. Depois, cobra um sinal, geralmente uma fração do valor total, via Pix, para "garantir a reserva". O problema aparece na hora do pagamento: a chave Pix informada não pertence ao suposto proprietário, mas a um terceiro, e, assim que o valor é transferido, o contato se torna impossível — ligações não são atendidas e mensagens deixam de ser respondidas.

Quando a vítima percebe a fraude, o caminho recomendado é acionar o Mecanismo Especial de Devolução (MED), que bloqueia preventivamente o valor transferido enquanto o banco investiga a contestação. É nesse momento que o golpe ganha um segundo capítulo: há relatos de golpistas que, após o bloqueio, enviam mensagens de áudio se apresentando como advogados, alegando que suas contas foram indevidamente retidas e ameaçando processar a vítima — uma tentativa de intimidação para que a contestação seja retirada.

A recomendação para quem vai alugar um imóvel de temporada por aplicativo de mensagens é desconfiar de qualquer cobrança de sinal antes de confirmar a existência do imóvel e a identidade do locador, preferindo chamadas de vídeo, visitas presenciais ou intermediação de plataformas que ofereçam proteção ao pagamento. Documentos pessoais não devem ser enviados a desconhecidos sob pretexto de "contrato", e, em caso de suspeita de fraude, o ideal é acionar o MED do próprio banco rapidamente e registrar boletim de ocorrência, já que o histórico ajuda a rastrear outras vítimas do mesmo esquema.

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