Por Gabriel Araujo e Luciana Magalhaes
RIO DE JANEIRO, 9 Jun (Reuters) - A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) espera que sua contraparte norte-americana, a Administração Federal de Aviação (FAA), certifique o Boeing 737 MAX 10 ainda este ano e trabalhará rapidamente para validar a decisão localmente, disse o presidente da agência, Tiago Faierstein, à Reuters.
A certificação do MAX 10, que está atrasada há muito tempo, é fundamental para a Boeing e para companhias aéreas como a Gol, que conta com a maior variante do 737 para seus planos de crescimento.
"Como esse é um cronograma da FAA, não posso comentar, mas acredito fortemente que acontecerá este ano", disse Faierstein em entrevista à margem de um encontro de executivos de companhias aéreas globais no Rio de Janeiro, na segunda-feira.
"Trabalharemos para agilizar o processo aqui também. Sabemos que a Gol realmente precisa dessas aeronaves."
A Anac e a FAA são membros da Equipe de Gerenciamento de Certificação (CMT), que também inclui as agências reguladoras europeias e canadenses.
Após uma visita aos Estados Unidos em maio, Faierstein também defende a cooperação entre as autoridades brasileiras e norte-americanas para certificar as aeronaves elétricas de decolagem e pouso verticais (eVTOL).
A Eve, da Embraer, deu ao Brasil uma forte vantagem na corrida para desenvolver aeronaves movidas a bateria que podem transportar passageiros em viagens curtas dentro de uma cidade.
Recentemente, a Eve adiou o cronograma de entrada em serviço de seu eVTOL de 2027 para 2028, após um adiamento anterior da meta inicial de 2026.
Faierstein afirmou que o novo cronograma é realista em meio ao trabalho de desenvolvimento de um ecossistema para o veículo, incluindo infraestrutura de recarga das baterias, licenciamento de pilotos e regras de controle de tráfego aéreo.
"Em relação ao processo de desenvolvimento da aeronave, estamos muito confiantes. A Embraer está progredindo e os testes foram bem-sucedidos. A questão é o ecossistema", disse o presidente da Anac.



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