Os democratas conquistaram a maioria na Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, mas terão que lidar com pautas como o alto custo de vida, os anos finais do presidente Donald Trump na Casa Branca, preços elevados dos combustíveis e alimentos, a guerra no Irã e as preocupações com os rumos do país.
Os resultados mostram um governo dividido, com o Congresso pronto para reafirmar seu papel como um poder independente e equivalente, para desafiar Trump e mudar de rumo após dois anos de controle republicano unificado.
O vice-presidente JD Vance atribuiu as perdas republicanas nas eleições de meio de mandato à guerra no Irã. Trump sugeriu que poderia trabalhar com os democratas, mas também ameaçou usar o poder de veto presidencial para barrar a agenda dos adversários.
Para lidar com os próximos meses, os democratas prometem uma agenda de 100 dias para tentar reduzir os custos dos combustíveis, alimentos e outros produtos, além de projetos de lei para reverter cortes nos programas de saúde Affordable Care Act (Lei de Assistência Acessível) e Medicaid. Eles também prometem melhorar a fiscalização e responsabilização de criminosos.
Do outro lado da Câmara, os republicanos têm poucas chances de aprovar novas medidas partidárias antes do fim da legislatura, apesar da intenção de aproveitar as últimas semanas no poder. Também existe a possibilidade de Trump indicar outro juiz para a Suprema Corte, mas nenhum magistrado sinalizou que pretende deixar o cargo.
Além disso, o Congresso precisa aprovar o orçamento para evitar uma paralisação do governo federal. Nas próximas semanas, os partidos devem definir suas lideranças e a Câmara dos Representantes deve também eleger um presidente no início do novo Congresso.
Com tradução de Bianca Rocha, especial para AE
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