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Durante Brics dividido, Emirados Árabes Unidos reiteram direito de responder a ataques do Irã

Estadão

Os Emirados Árabes Unidos reiteraram nesta sexta-feira, 15, o direito de responder às ações do Irã e acusaram Teerã de promover "ataques terroristas" contra o país e de realizar o fechamento efetivo do Estreito de Ormuz, aprofundando as divergências dentro do Brics sobre o conflito no Oriente Médio.

Em comunicado divulgado após reunião de chanceleres do bloco em Nova Délhi, o ministro de Estado emiradense, Khalifa bin Shaheen Almarar, afirmou que os Emirados preservam "todos os seus direitos soberanos, legais, diplomáticos e militares" diante de ameaças externas. Segundo ele, o país mantém o "direito legítimo" de defender sua soberania e integridade territorial nos termos do artigo 51 da Carta da ONU.

"O país não espera proteção de ninguém", disse o ministro. Almarar afirmou que, desde 28 de fevereiro, os Emirados sofreram cerca de 3 mil ataques com mísseis balísticos, mísseis de cruzeiro e drones iranianos contra infraestrutura civil e energética. Segundo ele, os alvos incluíram aeroportos, portos, instalações petrolíferas, redes de energia e áreas residenciais.

O ministro acusou Teerã de violar a Carta da ONU e o direito internacional, além de ignorar condenações internacionais e resoluções do Conselho de Segurança da ONU, da Organização Marítima Internacional (IMO), da Organização da Aviação Civil Internacional (Icao) e do Conselho de Direitos Humanos da ONU.

O representante emiradense também acusou o Irã de interromper rotas internacionais de navegação, incluindo o fechamento efetivo do Estreito de Ormuz. Segundo ele, usar a passagem marítima como instrumento de pressão econômica constitui ato de pirataria e ameaça a segurança energética global.

As declarações ampliam as tensões entre integrantes do Brics. Mais cedo, a Índia informou que a reunião de chanceleres terminou sem declaração conjunta devido a divergências sobre o Oriente Médio, especialmente entre Irã e Emirados Árabes Unidos. Na quinta-feira, o chanceler iraniano, Abbas Araghchi, pediu ao grupo que condenasse EUA e Israel pela "agressão ilegal" contra o Irã.

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