O governo dos Estados Unidos publicou nas redes sociais um cartaz oferecendo recompensa de até US$ 10 milhões por informações que levem a integrantes da cúpula da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC, na sigla em inglês), incluindo o líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, em meio à escalada do conflito no Oriente Médio.
A peça foi divulgada pela conta oficial do programa Rewards for Justice, ou Recompensas por Justiça, do Departamento de Estado, que afirma que os indivíduos listados comandam ou coordenam elementos da IRGC, organização que Washington acusa de planejar e executar atividades terroristas ao redor do mundo.
Segundo o material, Khamenei, que assumiu a liderança do país após a morte de seu pai no começo da guerra, segue conduzindo a estratégia iraniana no conflito.
Em declaração recente, ele prometeu manter os ataques contra Israel e sustentar o fechamento do Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de um quinto do petróleo negociado globalmente.
O secretário de Guerra, Pete Hegseth, afirmou ainda que o líder iraniano pode ter ficado ferido e possivelmente desfigurado no início da guerra, embora não tenha apresentado evidências públicas da informação.
Entre os nomes citados no cartaz está Ali Larijani, descrito como assessor do líder supremo e secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã. Também aparecem Ali Asghar Hejazi, vice-chefe de gabinete do escritório do líder supremo, e Yahya Rahim Safavi, assessor militar.
O cartaz também menciona outros membros em posições ligadas à estrutura de comando da IRGC.
De acordo com o Departamento de Estado, pessoas com informações sobre esses líderes ou outros integrantes da organização podem enviar denúncias por canais confidenciais, incluindo um endereço na rede Tor ou o aplicativo Signal, ambos conhecidos pela alta capacidade de criptografia, podendo se qualificar para recompensa financeira e realocação.

