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Manifestante é ferido por milícia ao tentar derrubar estátua de conquistador nos EUA

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Um homem levou um tiro e ficou gravemente ferido nesta segunda-feira (15) nos EUA durante um protesto em que os manifestantes tentavam derrubar a estátua de um conquistador espanhol do século 16. O ataque ocorreu perto de um museu em Albuquerque, no Novo México, EUA. "A vítima está em estado crítico, porém estável", informou o departamento de polícia da cidade. Segundo o jornal local The Albuquerque Journal, os tiros foram disparados por membros armados de uma milícia civil chamada Guarda Civil do Novo México contra manifestantes que tentavam derrubar a estátua de Juan de Oñate, o primeiro governador do Novo México no período colonial. Um integrante desta milícia de extrema-direita, que teria se envolvido em uma briga física com os manifestantes, tirou uma arma e disparou cinco tiros, afirma a publicação. "Os indivíduos com armas pesadas que se apresentaram à manifestação, autodenominados 'guarda civil', estavam no local por apenas uma razão: ameaçar os manifestantes", escreveu no Twitter a governadora do estado americano, Michelle Lujan Grisha. O chefe de polícia de Albuquerque, Michael Geier, disse em um comunicado ter recebido relatos de que os grupos de milicianos estavam instigando a violência no local. O FBI (polícia federal americana) está auxiliando o departamento de polícia da cidade no interrogatório dos suspeitos. O monumento que os manifestantes tentavam derrubar é parte de uma controversa escultura chamada "La Jornada" e homenageia Oñate, conhecido pelo massacre de uma tribo em 1599 ao liderar um grupo de espanhóis na invasão do Novo México. Vídeos postados em redes sociais, aparentemente do momento do ataque, mostram um homem deitado no chão enquanto várias pessoas tentam ajudá-lo. Outra cena mostra três homens deitados com o rosto virado para o chão, rendidos pela polícia. Manifestantes anti-racismo revoltados pela morte violenta de George Floyd, um homem negro, por um policial branco em Minneapolis, têm destruído estátuas que homenageiam o imperialistas, conquistadores e outras figuras históricas associadas à escravização de populações negras e indígenas ao redor do mundo.

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