NACIONES UNIDAS — A advogada de direitos humanos Amal Clooney fez um apelo emocionado ao Iraque e a outras nações para não permitirem que o grupo extremista Estado Islâmico “cometa genocídio impunemente”. Durante uma reunião nas Nações Unidas na quinta-feira, a mulher do ator George Clooney classificou de chocante a brutalidade do grupo, assim como a “resposta “passiva” das nações do mundo à campanha para investigar os crimes e levar os responsáveis à Justiça. Ela representa vítimas de estupro e sequestro do EI.
A advogada pediu ao primeiro-ministro iraquiano, Haider al-Abadi, que envie uma carta ao Conselho de Segurança da ONU para pressionar por uma investigação dos crimes provocados pelo grupo no Iraque, onde o Estado Islâmico chegou a controlar quase 40% do território, mas agora está sendo derrotado em várias frentes por parte do governo e das forças aliadas.
— O que as vítimas querem é Justiça, mas a Justiça estará fora do alcance para sempre se permitirmos que desapareçam as provas, se as fossas comuns não forem protegidas, se a evidência médica for perdida, se as testemunhas não puderem ser rastreadas.
Ela expressou frustração de que não tenha ocorrido nada há seis meses, quando solicitou à ONU para pedir que os responsáveis do Estado Islâmico sejam punidos por seus crimes.
— Matar o ISIS (antiga sigla usada pelo EI) no campo de batalha não é suficiente. Devemos matar a ideia por trás do ISIS, expondo a brutalidade e levando todos os criminosos à Justiça — acrescentou.
A advogada representa Nadia Murad, uma mulher yazidi sequestrada por extremistas islâmicos no Iraque em 2014. Desde a sua libertação, ela contou publicamente sobre como foi estuprada e vendida como escrava sexual e rezava para morrer enquanto estava no cativeiro.
Amal Clooney exortou todos os países a lutarem pela Justiça e a demonstrar “liderança moral” para garantir a punição dos responsáveis.



