MADRI — A Procuradoria Geral da Espanha apresentou nesta sexta-feira uma denúncia por insurreição por causa dos protestos em Barcelona desta semana, quando 14 altos funcionários da Generalitat foram presos por organizar o referendo de independência, considerado ilegal pelo governo central. A denúncia aponta a responsabilidade dos dirigentes da Assembleia Nacional Catalã (ANC) e do Ómnium Cultural , Jordi Sánchez e Jordi Cuixart, respectivamente, pela mobilização da última quarta-feira. De acordo com o Código Penal, o crime pode ser castigado com penas de até 15 anos “por impedir pela força ou fora das vias legais a aplicalçao das leis”.
— Qualquer ação como estas que estão fazendo é um verdadeiro boomerang contra eles — advertiu o porta-voz do Executivo catalão, Jordi Turull.
De Madrid, a vice-presidente do governo espanhol, Soraya Sáenz de Santamaría, desafiou o presidente regional Carles Puigdemont:
— Até quando Puigdemont vai continuar abusando e tensionando o povo da Catalunha?
Em Barcelona, cerca de 3 mil estudantes ocupam o edificio histórico da Universidade de Barcelona em defesa do referendo. O ministério do Interior informou que enviará reforços da Policía e da Guarda Civil à Catalunha para apoiar os Mossos d’Esquadra (polícia catalã) na manutenção da ordem — cerca de 3 a 4 mil agentes, de acordo com a imprensa local.
No Twitter, o presidente da Catalunha, Carles Puigdemont, enviou nesta sexta-feira uma mensagem aos 14 detidos por organizar a consulta. “Amigos e companheiros que foram liberados depois de uma detenção injusta e abusiva: sua dignidad é sua vergonha”.

