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Taxas dos DIs sobem sob influência dos Treasuries e com mercado à espera de nova pesquisa eleitoral

Reuters

Por Fabricio de Castro

SÃO PAULO, 14 Out (Reuters) - As taxas dos DIs operavam em alta nesta quarta-feira, acompanhando o avanço firme dos rendimentos dos Treasuries no exterior, após a divulgação de novos dados de inflação nos Estados Unidos.

No Brasil, o noticiário político também segue no radar, com os investidores à espera da divulgação de nova pesquisa eleitoral, à noite.

Às 9h56, a taxa do DI (Depósito Interfinanceiro) para janeiro de 2028 estava em 12,775%, em alta de 8 pontos-base ante o ajuste de 12,699% da sessão anterior. Na ponta longa da curva a termo, a taxa do DI para janeiro de 2035 estava em 12,655%, com elevação de 8 pontos-base ante 12,579%.

No mesmo horário, o rendimento do Treasury de dez anos --referência global para decisões de investimento-- subia 11 pontos-base, a 5,323%.

O governo dos EUA informou que seu índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) subiu 0,6% em setembro, em linha com o projetado por economistas ouvidos pela Reuters. Imediatamente após a divulgação, os rendimentos dos Treasuries de curto e longo prazo dispararam, o que também se refletiu na curva a termo brasileira.

No campo político, a nova pesquisa Quaest sobre a disputa pela Presidência será divulgada após as 18h. Na terça-feira, outras pesquisas -- entre elas uma da BTG/Nexus -- mostraram empate técnico no segundo turno entre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Nesta manhã, Flávio disse que participará do debate eleitoral promovido pela Band no próximo domingo, após ter afirmado na terça-feira que não iria ao evento. Lula já havia confirmado sua participação.

Flávio segue como o nome favorito do mercado, que vê em sua eleição a possibilidade de maior controle das contas públicas -- ainda que o candidato e seus porta-vozes econômicos não tenham apresentado propostas concretas de ajuste.

Na visão de boa parte dos agentes do mercado, o equilíbrio das contas públicas abriria espaço para juros mais baixos, o que se refletiu na semana passada na redução de prêmios na curva de DIs e no recuo do dólar ante o real.

Mais cedo, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o setor de serviços recuou 0,1% em agosto ante julho e teve alta de 0,6% ante agosto do ano passado. Economistas ouvidos pela Reuters projetavam alta de 0,4% na margem e elevação de 1,1% na comparação anual.

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