O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou em coletiva de imprensa nesta segunda-feira, 6, que, ao invés do Irã, ele pode começar a cobrar taxas para navios passarem pela rota estratégica do Estreito de Ormuz. "Preferiria que os EUA cobrassem 'pedágios' em vez do Irã no Estreito", disse ele, acrescentando que o maior problema nas negociações com Teerã é o fato de que eles não conseguem se comunicar. "Conversamos com o Irã através de notas de um lado para o outro".
Questionado sobre tomar petróleo do Irã, ele respondeu: "Eu sou um homem de negócios primeiro."
O republicano ainda voltou a dizer que está desapontado com a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e aliados como Austrália, Coreia do Sul e Japão pela falta de envolvimento no conflito. "Reclamaram que não avisei sobre ataques, mas se eu tivesse contado à Alemanha sobre os planos de guerra, eles teriam vazado", explicou.
Dos países asiáticos, o presidente reclamou que ajuda a região a se proteger da Coreia do Norte, mas que não está vendo reciprocidade. Por outro lado, a "Arábia Saudita, o Catar e os Emirados Árabes Unidos têm sido de ajuda para os EUA", enfatizou ele.
"Os EUA querem a Groenlândia, mas eles não querem nos dar", frisou o mandatário dos EUA sobre a Europa.
À respeito da Venezuela, Trump comentou que, diferentemente do Irã, o conflito com o país latino-americano acabou "em 45 minutos" e que se ele se candidatasse, "seria o mais popular para presidente na Venezuela".



