Carlo Ginzburg, famoso pelo seu trabalho como historiador e a forma como seus estudos mudaram a história de pessoas marginalizadas e antes invisibilizadas, morreu nesta quarta-feira, 17, aos 87 anos, na cidade de Bolonha, na Itália.
A informação foi confirmada pela Scuola Normale Superiore de Pisa, onde Ginzburg estudou e foi professor emérito.
Em meio à historiografia, o italiano era pioneiro em micro-história, análise que pretendia analisar fatores menores, como pessoas e comunidades, a fim de explicar contextos maiores.
Dentre as suas principais obras está O Queijo e os Vermes . Além de ter lecionado em universidades de prestígio, Ginzburg teve seus trabalhos traduzidos para mais de 30 idiomas.
Em 2014, o historiador falou sobre seu livro de ensaios Medo, Reverência, Terror em entrevista ao Estadão . "Creio não surpreender ninguém ao dizer que não tenho razão especial para ser otimista quanto ao futuro da espécie. Mas o cenário que evoco no fim do ensaio sobre Hobbes - a degradação ambiental alcançando níveis que ameaçam a sobrevivência, obrigando o homem a renunciar às liberdades fundamentais para preservar a natureza - é uma possibilidade sinistra", declarou. (Com AP)



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