Ao contrário do que disse o delegado Cícero Túlio Coutinho, acusado de violência policial contra a influencer Isabelly Aurora, ele não poderá fazer uso de denunciação caluniosa contra a influencer, enquanto não for concluída a investigação policial que vai basear o processo administrativo e judicial, além do inquérito civil. Se o Ministério Público concluir que Isabelly mentiu, aí sim, o delegado poderá processá-la criminalmente .
Mas voltando aos fatos que resultaram na operação Dracma, que apurou esquema de fraudes em rifas: Isabelly exercia papel de liderança na organização criminosa e seu comportamento na audiência de custódia, acusando sofrer maus-tratos pelas mãos do delegado que a prendeu, é, no mínimo, suspeito.
Como o sistema de justiça sempre leva em conta a palavra da mulher, mesmo considerando seu histórico no mundo do crime, cabe ao delegado, e não a criminosa, o ônus da prova.
O que é lamentável. E um caso atípico saído de uma audiência em que cabia ao juiz analisar se a acusada seria conduzida ao presídio ou responderia pelo crime em liberdade vigiada . Mas resultou em acusações ao delegado.
Onde a prova, a não ser a palavra da mulher que enganou centenas de pessoas com rifas fraudulentas ou ilegais ?
Há um precedente que precisa ser analisado: isabelly é conhecida da polícia. Com 17 anos já vendia celulares falsos e, da mesma forma, acusou um delegado de tê-la “apresentado como bandida à imprensa”. Entrou com pedido de indenização contra o Estado, dinheiro que, se for pago, vai sair do bolso do contribuinte,
O grande erro de Cícero Túlio foi ter ingressado na polícia como delegado, profissão difícil, sujeita a acusações como a que Isabelly fez sem nenhuma prova e que o juiz mandou investigar.
O homem que descobriu as falcatruas de Isabelly, após longa e penosa investigação, agora está na situação constrangedora de provar que ela fez contra ele uma acusação falsa, com repercussão em toda a imprensa. Uma tentativa de passar o noticiário negativo para quem exerceu com competência o papel de investigar e prender.
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Coluna do Holanda
Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.

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