Uma recém-nascida de 11 dias morreu após receber alta médica no Hospital de Ceilândia, no Distrito Federal, na última sexta-feira (7). Ayla nasceu de um parto prematuro de 35 semanas e precisou receber oxigênio. Ela recebeu alta com apenas dois dias de vida.
Essa não é uma ocorrência isolada. Entre abril e maio deste ano, é a quinta criança a perder a vida na rede pública de saúde do Distrito Federal. A série de acontecimentos levanta questões sobre a qualidade do atendimento prestado.
A família de Ayla alega que houve negligência por parte do hospital ao liberar a bebê para casa tão prematuramente. O pai relata que, ao retornarem ao hospital no segundo dia em casa, foram informados de que a bebê deveria ter permanecido internada devido à prematuridade e necessidade de cuidados específicos, como banho de luz e oxigênio.
Além da tragédia com Ayla, outra situação alarmante envolveu a mãe da criança. Enquanto a filha estava internada, a mãe começou a sentir fortes dores na barriga. Após procurar atendimento particular, descobriu-se que restos de placenta ainda estavam presentes no útero, o que poderia levar a complicações graves, incluindo hemorragia e infecção.
Diante desses eventos, a Secretaria de Saúde promete abrir uma sindicância para investigar os casos e garantir respostas às famílias afetadas.

