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Citado na delação do dono da JBS, Wagner Rossi nega envolvimento ilegal com grupo

RIO — Wagner Rossi, ministro da Agricultura durante o primeiro governo de Dilma Roussef, negou acusações feitas contra ele por Joesley Batista em sua delação. Demitido em 2011 durante uma “faxina” promovida pela ex-presidente, Rossi foi o responsável por apresentar o dono da JBS a Michel Temer — que, segundo o empresário, pediu que fosse pago um “mensalinho” de R$ 100 mil a Rossi após ele deixar a pasta. Em nota enviada ao GLOBO, ele diz ter prestado “colaboração remunerada” para uma das empresas do grupo JBS depois de sair do ministério.

O ex-ministro, que afirma estar aposentado da vida pública há quase seis anos, é próximo a Temer e pai de Baleia Rossi, líder do PMDB na Câmara.

No texto enviado ao GLOBO, Wagner Rossi diz não ver problema em ter promovido o encontro entre Joesley e Temer. Diz o texto: “Conheci o senhor Joesley Batista no período em que fui ministro. (...) [Ele] demonstrou interesse em conhecer o então deputado Michel Temer, presidente do meu partido. Não vi problema nisso”. Na sequência, Rossi ressalta: “o texto da delação não diz que eu tenha participado de reunião para tratar de qualquer ilícito”.

Rossi confirma ter recebido dinheiro da JBS após deixar o ministério, mas por serviços prestados. Ele escreve: “Logo após deixar o ministério, Joesley me procurou e ofereceu para que eu fosse trabalhar com ele. Nessa oportunidade, agradeci o convite e declinei, pois estava cumprindo quarentena. Depois do prazo legal, prestei por alguns meses colaboração remunerada a uma das empresas do Grupo JBS, assim como fazem diversos outros profissionais que deixam cargos no governo e reingressam na iniciativa privada.”

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