SÃO PAULO - Os advogados do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva protocolaram, nesta terça-feira, um pedido para que o Supremo Tribunal Federal (STF) reveja a decisão do ministro Gilmar Mendes que, em março do ano passado, impediu a nomeação de Lula como ministro da Casa Civil do governo de Dilma Rousseff.
Segundo o advogado Cristiano Zanin Martins, os argumentos da defesa são os mesmos utilizados nesta terça-feira pelo ministro Celso de Mello para manter a nomeação e foro privilegiado de Moreira Franco, que foi citado em delações premiadas da Odebrecht e foi levado ao cargo de ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República.
Zanin Martis afirmou que Celso de Mello faz referência aos mesmos fundamentos que a defesa utilizou para que fosse cassada a liminar de Gilmar Mendes,
Para Celso de Mello, não se pode presumir desvio de finalidade se a pessoa preenche os requisitos para ocupar o cargo público para o qual foi nomeada. O ministro também afirmou que o fato de ter direito ao foro especial não implica em interrupção de investigação penal.
“A decisão de hoje reforça que o impedimento imposto a Lula não tinha amparo constitucional. Embora os danos já tenham sido consumados, é preciso que o STF corrija esse erro histórico em relação a Lula, como já requeremos por petição hoje protocolada”, afirmou Martins, por nota.

