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Antes de virar Sete de Setembro, a principal avenida de Manaus teve seis nomes diferentes

Antes de virar Sete de Setembro, a principal avenida de Manaus teve seis nomes diferentes
Prédios históricos no centro de Manaus, região por onde passa a avenida mais tradicional da cidade

Enquanto Manaus se prepara para o desfile cívico-militar que marca o feriado nacional, poucas pessoas param para notar que a data está gravada no nome de uma das ruas mais antigas e movimentadas da cidade. A Avenida Sete de Setembro, que corta o centro histórico até a Ponte Benjamin Constant, só recebeu esse nome em 1922, quando o Brasil comemorava o centenário da independência — mas a via já existia, com outros nomes, desde o final do século 18.

Ao longo de mais de cem anos, a rua trocou de identidade diversas vezes. Foi batizada de Rua Brasileira em 1787, virou Rua Direita no mesmo período, passou a Rua Liberal por volta de 1831, em referência aos movimentos políticos da época, voltou a ser Rua Brasileira em 1841 e depois Rua do Sol, em 1844. Nas décadas seguintes recebeu ainda os nomes de Rua de Manaus, Rua Municipal e, por um breve período, Rua Fileto Pires, até a denominação atual se consolidar como uma homenagem ao centenário da independência.

Com cerca de 2,4 quilômetros de extensão, a avenida atravessa cruzamentos que resumem boa parte da história do Amazonas. Um deles homenageia Lobo D'Almada, governador que no fim do século 18 transferiu a sede administrativa da região para a antiga Barra do Rio Negro, embrião da atual Manaus. Outro leva o nome de Eduardo Ribeiro, o governador responsável pela modernização da cidade durante o ciclo da borracha, com obras como o Teatro Amazonas, iluminação elétrica e rede de esgoto. Ali também ficava o Grande Hotel, inaugurado em 1908 e considerado, por décadas, o mais luxuoso endereço de hospedagem da capital amazonense.

Hoje o desfile de 7 de Setembro acontece no Sambódromo de Manaus, mas a avenida que carrega o nome da data segue como um dos principais símbolos do Centro Histórico — um lembrete diário, para quem circula pela região, de que a Independência do Brasil também deixou sua marca na paisagem urbana da Amazônia.

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