Um grupo de senadores foi à tribuna no dia 1º de setembro para cobrar o impeachment ou a renúncia do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, após a divulgação de um relatório da Polícia Federal que aponta orientações jurídicas dadas por ele ao banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. A instituição foi liquidada em novembro em meio a suspeitas de fraude, e o empresário está preso desde março.
Entre os parlamentares que subiram ao microfone estavam Alessandro Vieira, Carlos Viana, Flávio Bolsonaro, Damares Alves, Izalci Lucas, Esperidião Amin, Luis Carlos Heinze, Magno Malta e Cleitinho. A fala mais dura partiu de Vieira, que classificou a situação do magistrado como insustentável ao afirmar que "o ministro Alexandre de Moraes é um cadáver jurídico e político" e que ele "se inviabilizou pela sua conduta".
A oposição protocolou um novo pedido de afastamento e passou a pressionar a Mesa da Casa para que a análise avance. O caminho, porém, é estreito: cabe ao presidente do Senado decidir se dá seguimento a esse tipo de requerimento, e o comando da Casa lembrou que há 109 pedidos de impeachment parados contra os dez ministros da Corte, nenhum deles levado adiante nos últimos anos.
O episódio ampliou a tensão entre o Congresso e o Supremo em um momento já delicado para o tribunal, que enfrenta questionamentos públicos sobre a relação de integrantes da Corte com investigados. Moraes não comentou publicamente as cobranças feitas no plenário.



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