A Apple anunciou durante a WWDC 2026 a nova Siri AI, uma versão completamente reformulada da assistente virtual, com recursos avançados de inteligência artificial e integração profunda com o sistema. A novidade chega junto com o iOS 27, cujo beta público já está liberado, e representa a maior mudança na assistente desde sua estreia, em 2011. Diferentemente da versão anterior, que funcionava basicamente como executora de comandos, a assistente agora entende melhor a intenção do usuário, sustenta o fio da conversa e responde de forma mais fluida — além de ganhar aplicativo próprio e presença na Dynamic Island.
O detalhe mais comentado, porém, está nos bastidores: o modelo atualizado do Apple Intelligence que alimenta a assistente foi construído em parceria com o Gemini, do Google, colaboração anunciada pelas duas empresas em janeiro. A união entre rivais históricas do setor de tecnologia é o que sustenta a promessa de uma Siri conversacional, capaz de entender contexto pessoal, interpretar o conteúdo da tela e executar ações mais complexas dentro dos aplicativos.
A boa notícia para os usuários é que a Siri AI estará disponível em todos os aparelhos já compatíveis com a Apple Intelligence — no caso de iPads e Macs, o requisito é ter chip M1 ou superior. A lista inclui ainda o Apple Watch Series 9 e posteriores, Ultra 2 e posteriores e o SE de terceira geração, desde que pareados com um iPhone compatível por perto. Modelos mais antigos, como iPhone 14 e iPhone 11, até conseguirão instalar o iOS 27, mas ficarão de fora dos recursos de Apple Intelligence e da nova assistente.
A pegadinha aparece na letra miúda. A Apple confirmou que apenas iPhone 17 Pro e iPhone 17 Pro Max terão acesso a 100% das funcionalidades da nova Siri, incluindo o sistema mais avançado de ditado por voz, respostas mais naturais e vozes altamente personalizáveis — limitação que ocorre porque essas funções exigem ao menos 12 GB de memória RAM para rodar localmente, enquanto os modelos anteriores contam com 8 GB. O lançamento estável está previsto para setembro de 2026, inicialmente em inglês, com restrição de estreia na União Europeia por causa do Digital Markets Act e atraso na China por questões regulatórias.



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