O Brasil celebra em 13 de outubro o Dia Nacional do Fisioterapeuta e do Terapeuta Ocupacional, data que marca a assinatura do Decreto-Lei nº 938, de 1969, primeira norma federal a regulamentar essas duas profissões no país. No Amazonas, a data chama atenção para uma escolha pouco comum entre as universidades brasileiras: formar fisioterapeutas fora da capital.
A Universidade Federal do Amazonas (Ufam) criou, em 2005, o curso de graduação em Fisioterapia no Instituto de Saúde e Biotecnologia, em Coari, município a cerca de 366 km de Manaus que, como a maior parte do interior amazonense, depende do rio para se conectar à capital. As primeiras turmas passaram a entrar a partir do segundo semestre de 2006, e o projeto pedagógico do curso foi formalmente aprovado em 2009.
A iniciativa é uma das poucas graduações em fisioterapia oferecidas fora de uma capital na região Norte, e levou a formação superior em saúde para mais perto de municípios onde o acesso a profissionais de reabilitação historicamente é mais escasso do que em Manaus. Formar fisioterapeutas na própria região amazônica é apontado como forma de reduzir a dependência de profissionais vindos de fora para atender hospitais e postos de saúde do interior.
A data também chama atenção para o papel de fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais na reabilitação de pacientes após cirurgias, acidentes e doenças que afetam a mobilidade — trabalho que ganha ainda mais peso com o envelhecimento da população e o aumento de doenças crônicas, também no Amazonas.
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