
Os parlamentares têm uma linguagem própria e "respeitosa". O termo mais empregado, no trato pessoal, é vossa excelência, que representa o respeito que um sente pelo outro. Mas os deputados Luiz Castro e Ricardo Nicolau subverteram essa regra. No jogo de ofensas, tolerado pela Mesa Diretora da Assembleia Legislativa, eles abusaram de termos impróprios, mas mantiveram o pronome "Vossa Excelência. 'Respeitosamente' se chamaram de "safado, assassino, pedófilo." Faltaram com o decoro, envergonharam o parlamento, lavaram a roupa suja com direito a transmissão ao vivo pela TV Assembleia. E como se esperava, não foram sequer advertidos. Se são safados, assassinos ou pedófilos, como eles mesmos se acusaram, é dificl saber, mas cabe à Mesa Diretora medidas para esclarecer quem afinal devia estar em outro endereço, na Sete de Setembro, ou no Puraquequara e não no Parlamento, como arremedos de representantes da sociedade.
PEC DA ZFM JÁ PREOCUPA POLITICOS
Já existe uma preocupação generalizada com o adiamento, mais uma vez, da votação da PEC 506/10, que prorroga o prazo de vigência da Zona Franca de Manaus por mais 50 anos. Diante da crise política que se bate sobre o governo da presidente Dilma, as garantias do Planalto e de seus líderes perdem a validade em poucos dias. Ontem o petista Sinésio Campos, até então ardoroso defensor da palavra da presidente, mostrou sua preocupação apelando à bancada do “glorioso PMDB” na Assembleia Legislativa, pedindo intervenção junto à bancada federal do partido em favor da Zona Franca.
Angustiado com o novo cenário da Câmara Federal, onde tudo se transforma a todo instante, especialmente as promessas, Sinésio externou seu desânimo aos colegas: “A PEC tá com o indicativo de entrar em pauta na próxima quarta, mas quem dá a garantia de entrar na pauta, diante da crise no governo”?
O HOMEM CAMALEÃO
O deputado Luiz Castro, que nos últimos dias conseguiu se antipatizar com todos os colegas na Assembleia Legislativa, por conta da CPI da Pedofilia, ganhou ontem do peemedebista Marcos Rotta o apelido de camaleão. Isso por causa da “impressionante capacidade de mudar de atitude” conforme o momento. Para Rotta, a atitude de Castro na reunião que aprovou a criação da CPI “foi totalmente diferente da que ele adota no plenário”.
Armadilha eleitoral
O senador Eduardo Braga (PMDB) está apoiando a prorrogação de 50 anos da ZFM com uma campanha que, diz o e-mail distribuído pelo senador, vai ser encaminhada aos deputados federais. Só que, ao solicitar a assinatura para a petição virtual ele não pede nenhum documento, mas sim os dados cadastrais que podem ser úteis para montar base de dados muito útil na campanha deste ano.
@@@
Também não há nenhuma observação, no e-mail nem no formulário da petição, sobre a não utilização dos dados para outros fins, logo... quem cai na rede é peixe, mas com o bug que existe no formulário, os deputados não vão receber a petição tão cedo.
Argumento rejeitado
O advogado Daniel Fábio Jacob Nogueira, que defende o prefeito de Coari, Adail Pinheiro, não teve aceita sua argumentação de que o município só é acessado por via aérea. O juiz eleitoral Fábio Lopes Alfaia, da 8ª ZE, mandou seguir diligências e realizar audiência sobre o processo nº 695.90.2012.6.04.0008 que cuida de investigação judicial eleitoral contra Adail Pinheiro.
Contas na mídia
O procurador-geral do Ministério Público de Contas (MPC), Carlos Alberto Souza de Almeida, baixou portaria tornando obrigatório o encaminhamento de notícias veiculadas pela imprensa, no âmbito do MPC, pela via virtual, visando reduzir custos com uso de meios físicos. Diminui despesas e, quem sabe, fica mais ágil.
Sobre amazonenses, peixes e tucumã
No rastro do vídeo postado pelo Portal do Holanda sobre cliente de uma rede fast food que externou seu preconceito contra amazonenses, peixe e tucumã, as redes sociais estiveram repletas de comentários contra a dita cuja, mas teve gente que não perdeu o bom humor e ilustrou a fala da mulher com o famoso “Então morra” do ex-prefeito de Manaus, Amazonino Mendes.


Coluna do Holanda
Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.

Aviso