O governo David Almeida está apressando seus técnicos a justificarem as cirurgias contratadas por R$ 8,4 milhões. Na pressa, muitos buracos estão ficando pelo caminho. Primeiro, porque não há como justificar o que não foi ou não está sendo feito. Segundo, a meta de realizar 780 cirurgias ao mês não foi alcançada, mas o empenho para pagamento à cooperativa Imed está pronto. Também não foram usadas as UTIS, que justificariam o supercontrato com a cooperativa, corroborando a denúncia de que houve sim superfaturamento. Agora o governo fica na difícil posição de justificá-lo.
No Estado do Amazonas há 400 pessoas colostomizadas - que em algum momento precisaram fazer uma abertura cirúrgica no cólon com o objetivo de criar um ânus artificial - e que estão nessa fila de emergência, mas nenhuma foi chamado até agora. Não foram porque o procedimento para reversão ou reconstrução do trânsito intestinal em pacientes colostomizados e ileostomizados é caro e não interessa nem ao governo nem à cooperativa Imed.
Um final triste para um governante pequeno, cego pelo poder, que vendeu facilidades e agora se percebe o que afinal está colhendo.
RELEMBRE A DENÚNCIA
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SALÁRIO DE DELEGADO
O Amazonas é 4º no ranking nacional dos melhores salários de delegados da Polícia Civil. Hoje o delegado de polícia ganha R$ 28,23 mil.
TEIMOSIA E DERROTA
A ‘teimosia’ em querer manipular os poderes por meio da judicialização levou o governador interino Daivd Almeida a amargar mais uma derrota. Teve rejeitado pelo TJAM um mandado de segurança contra o TCE.
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Ao negar a suspensão de decisão dos conselheiros, de restringir os gastos do governo, o desembargador Sabino Marques deixou claro que a justiça não pode agir ‘guiada’ por interesses pessoais.
O “ESQUECIMENTO” DA PGE
No Mandado de Segurança proposto pela Procuradoria Geral do Estado foi ‘esquecida’ a documentação do Ministério Público de Contas que fundamentou a decisão colegiada do TCE, deixando o desembargador Sabino Marques sem poder avaliar as alegações.
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Pode ter sido uma falha de construção processual, mas também pode ter sido proposital a fim de ‘arriscar’ um descuido do julgador.
Coluna do Holanda
Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.

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