O abiu (Pouteria caimito), também chamado de abiurana, é fruto de uma árvore nativa da Amazônia e também encontrada na Mata Atlântica. Tem casca lisa e amarela e pulpa adocicada, usada em sucos, sorvetes, compotas, doces e licores. A casca, quando ainda verde, solta um látex pegajoso, e tanto ela quanto a semente são consideradas não comestíveis.
Um estudo publicado na Pesquisa Agropecuária Brasileira analisou a composição de cinco frutas nativas brasileiras, entre elas o abiu, cultivado em Cacoal, Rondônia. Entre as cinco, o abiu teve os maiores teores de proteína, lipídios, calorias, açúcares e sólidos solúveis. Por outro lado, ficou com os menores índices de vitamina C, flavonoides amarelos e carotenoides totais do grupo comparado.
A atividade antioxidante do abiu foi medida apenas em testes químicos de laboratório (as siglas ABTS, DPPH e FRAP indicam diferentes métodos de análise), sem qualquer teste em animais ou em humanos. Por isso, os pesquisadores não associaram o resultado a nenhum benefício concreto para a saúde, apenas à composição química da fruta. Crenças populares, como a de que o abiu reduz inflamações, previne anemia ou que o chá de suas folhas alivia febre e dor de garganta, não aparecem nesse nem em outros estudos científicos consultados.
Como a casca e a semente não são comestíveis e o látex da fruta ainda verde pode irritar a pele e a boca, a recomendação é consumir apenas a pulpa bem madura. Não existe estudo de segurança em humanos para o uso medicinal do abiu, e a fruta não substitui diagnóstico, orientação ou tratamento médico, especialmente para quem já tem anemia, processos inflamatórios ou outras condições de saúde.
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