O caramuri, cientificamente chamado de Pouteria elegans , é um fruto nativo da Amazônia que começa a ganhar atenção da ciência depois de décadas conhecido apenas por comunidades ribeirinhas. A árvore pode chegar a 30 metros de altura e produz frutos entre setembro e fevereiro. Apesar do potencial, o caramuri ainda é pouco cultivado em escala comercial e praticamente desconhecido fora do Amazonas.
Um estudo conduzido por pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), em parceria com a Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e financiamento da Fapeam, analisou os componentes nutricionais e funcionais do fruto e encontrou resultados que chamaram atenção: segundo os cientistas, o caramuri pode conter até o triplo da quantidade de vitamina C presente na laranja. A pesquisa também identificou a presença de minerais como potássio, ferro, magnésio e cálcio, além de fibras solúveis e insolúveis, compostos antioxidantes e antimicrobianos, e terpenoides de interesse para as indústrias alimentícia e farmacêutica.
O interesse científico já desperta expectativa econômica em pequenas comunidades amazônicas que vivem próximas às árvores de caramuri, que começam a estudar formas de transformar o fruto em farinha ou bebida para gerar renda extra. A ideia é aproveitar um recurso nativo que, até agora, pouco era explorado além do consumo local.
É importante destacar que os resultados até o momento vêm de análises de composição nutricional e não de testes clínicos em humanos, o que significa que o caramuri ainda não pode ser considerado um substituto de suplementos ou orientação médica. Pessoas com restrições alimentares, gestantes ou que fazem uso de medicamentos contínuos devem consultar um profissional de saúde antes de incluir qualquer fruto pouco testado cientificamente em grandes quantidades na dieta.
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