Por ocasião da inauguração da primeira fábrica de calcário do Amazonas, no município de Manacapuru, na sexta-feira, o governador Omar Aziz fez um discurso em tom de despedida e carregado de emoção.
- O meu governo foi só de um mandato. Não tive direito a dois, nem três, mas já mandei fazer fila...
-Se você pegar as grandes obras desse Estado vai ver a minha mão. A ponte? Quando assumi o governo, tive que pagar R$ 600 milhões pra concluir a ponte. Senão ela estava aí até hoje... E isso no primeiro ano de governo!
- O recurso que precisava pra concluir a obra tinha que ser retirado todo dos cofres do estado, pois o dinheiro do BNDES já havia sido comprometido.
- Eu tive a coragem de concluir essa ponte. Quer dizer, comprometi o meu primeiro ano só por causa de uma obra.
- Vocês não ouviram o Omar em nenhum dia, em nenhuma entrevista, em jornal ou TV, qualquer lugar, ter reclamado daquilo que era minha obrigação fazer. Até porque nada me deixa mais feliz do que governar o Amazonas. Eu tenho é que agradecer a Deus e ao povo do Amazonas por ter me dado essa oportunidade.
- Eu não sou avaliado pelas grandes obras, mas pelo comportamento e pelo respeito que tenho pelas pessoas. Eu cuido de pessoas que precisam. E cuido silenciosamente.
- Não sou o governador mais bem avaliado pelas grandes obras. Grandes obras cada governador fez no seu momento. Eu fiz uma obra que está no coração das pessoas. Não quero ser lembrando como o governador que fez a ponte; ser lembrando como governador que fez um dos estádios mais bonitos do Brasil; ou como o governador que duplicou estradas; que revolucionou a segurança; construiu hospitais. Quero ser lembrando pelas pessoas dizendo assim: “O Omar tem sentimento. Ele gosta das pessoas, ele sabe do que o povo precisa, por mais humilde que seja, ele olha pra gente de forma diferenciada”. É assim que quero ser lembrado. Pois tudo na vida passa, só não passa o sentimento das pessoas.
Sem o Dudu, mas não chorou
Para um eduardista de carteirinha, o petista Sinésio Campos deve ter sentido a ausência do senador Eduardo Braga na festa de inauguração da fábrica de calcário em Manacapuru. Lá estavam o governador Omar Aziz, o vice José Melo e a primeira dama Nejmi Aziz. A fábrica é a primeira vitória de Sinésio na sua luta incansável pelo desenvolvimento de um polo mineral no Amazonas. O deputado luta ainda pela implantação da mineração de silvinita no Médio Amazonas, para produzir potássio. O calcário e o potássio são os dois principais insumos agrícolas.
Obras na mira do TCE
O presidente do Tribunal de Contas do Estado do Amazonas, conselheiro Josué Filho, quer saber a quantas andam as obras de engenharia no Estado e designou comissões para fazer auditoria documental e física em secretarias como Seduc, Susam, SEC, assim como também no Detran, Cetam, Amazonastur, entre outros órgãos da administração estadual.
Manoel Ribeiro se deu mal
A prestação de contas do Implurb, relativa ao exercício de 2011 foi considerada irregular pelo Tribunal de Contas do Estado. O gestor da época, Manoel Henrique Ribeiro, vai ter que devolder aos cofres públicos R$ 311.833,30.
Coluna do Holanda
Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.

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